Para além do período destinado ao público, da leitura e aprovação da acta da reunião anterior, do conhecimento de correspondência, a reunião da
AF de Espiunca foi dominada pela informação sobre a actividade desenvolvida e em curso por parte da presidente da Junta de Freguesia,
Fátima Fonseca, e pelas explicações relacionadas

com a
Conta de Gerência do ano transacto, abrangendo obviamente, a gestão do
PSD.
Relativamente à actividade da autarquia de Espiunca, a presidente abordou os trabalhos que continuam a ser realizados no
Acesso à Igreja Paroquial, nomeadamente os arranjos no lavadouro e plantação de videiras que haviam sido arrancadas com a construção de muros, bem como uma intervenção no
Caminho da Costarela, em Vila Viçosa, e a necessidade de se avançar de imediato com o alargamento do
Carreiro de Pinheiro, resolvendo uma situação que já motivou alguma controvérsia na localidade.
A reparação de calçada num acesso particular em
Vila Viçosa também foi referida pela responsável da Junta de Freguesia, que informou os presentes que, relativamente à degradação constante da
EM 505, entre
Vila Viçosa e Espiunca, abordada em anterior assembleia, a
CM de Arouca não vai fazer nenhuma intervenção ou grande reparação, limitando-se apenas a tapar os buracos que for preciso, ao mesmo tempo que, quanto à obra da
Praia Fluvial de Espiunca, apenas foi efectuado o levantamento topográfico e mais nada.
Sobre a intenção de avançar com um
Centro Cívico de Vila Viçosa, a construir no edifício da antiga escola primária, nada ainda existe de concreto quanto ao avanço da remodelação deste equipamento, contrariando as promessas do edil arouquense,
Artur Neves, feitas em pleno período eleitoral.
A propósito das queixas sobre o abastecimento de água de
Vila Viçosa e a má qualidade do abastecimento público apresentada de forma constante por análises laboratoriais pela autoridade de saúde pública, Fátima Fonseca apenas se limitou a responder que já pediu apoio à edilidade arouquense no sentido de avançar com a obra para proceder à remodelação e encanamento da tubagem que ficou destruída com o incêndio de
Setembro de 2009 e que atingiu um dos sistemas do abastecimento local, a partir de captação localizada já no vizinho território da freguesia de
Fornelos.
A limpeza de caminhos públicos pelo território da freguesia foi outra das intenções referidas pela autarca local, evidenciando que já efectuou o pedido de máquinas para esse efeito aos serviços da
CM de Arouca, esperando nós que não caia no hábito do seu

antecessor na teoria do “
já pedido “…
A respeito da
Conta de Gerência de 2009, na análise efectuada a presidente da Junta de Freguesia abordou a contabilidade realizada até
Outubro e depois os dois meses da sua gestão, tendo o documento, na globalidade, merecido a aprovação unânime dos membros da
Assembleia de Freguesia, reportando um saldo de
620 euros para o ano corrente de
2010.
No entanto, a autarca fez questão de salientar que, por força da recuperação financeira que teve de ser realizada no inicio deste mandato, face á dívida deixada pelo anterior executivo do
PSD, ainda estão por pagar dois meses relativos ao subsidio mensal atribuído aos titulares da Junta de Freguesia, bem como senhas de presença aos membros da AF.
No período destinado ao público,
António Pinto usou da palavra para alertar para a situação vergonhosa que, há mais de meio ano, se verifica junto ao cemitério, com umas paletes de blocos colocadas junto à entrada, questionando se a
Junta de Freguesia já não teve tempo suficiente para retirar aquele material dali, uma vez que a empreitada de alargamento foi cancelada, o que está a dar uma imagem negativa a quem ali chega.
Carlos Oliveira alertou o Executivo Local para a transferência do único
Ecoponto que existe em Vila Viçosa, destacando que a empresa que faz a recolha dos resíduos selectivos tomou essa atitude de forma arbitrária, sem avisar os responsáveis autárquicos e sem olhar para os interesses da população, apenas pensando na sua comodidade no processo de recolha, sugerindo que a
Junta de Freguesia tome uma posição no sentido de voltar a colocar o Ecoponto numa zona mais central do lugar, permitindo e possibilitando que os extremos da localidade sejam servidos de forma mais correcta.
Foi ainda abordada a questão da
obra do passeio junto à
EN 225 em Vila Viçosa e a situação caricata e ridícula do poste de electricidade que ficou no meio deste acesso complementar, obstaculizando quem ali passa.